A vida de Cristo, o início da Igreja e as revelações de redenção.
O Apocalipse faz uma pausa na cronologia para nos levar aos bastidores invisíveis da história. João descortina a guerra espiritual por trás da oposição à Igreja: não é apenas um império humano perseguindo cristãos, é Satanás tentando destruir o povo de Deus, operando através de uma "Trindade Falsificada".
Uma mulher vestida de sol (representando o povo da aliança, Israel/A Igreja) está para dar à luz o Filho Varão (Cristo). Um Grande Dragão Vermelho (Satanás) espera para devorar o menino, mas a criança é arrebatada para o Trono de Deus. Ocorre uma guerra literal no Céu: Miguel e os anjos expulsam definitivamente Satanás e seus demônios para a terra. Como a Igreja venceu o Acusador? 'Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte'. Cheio de grande ira, o Dragão vai fazer guerra contra os descendentes da Mulher.
O Dragão convoca dois monstros. A Primeira Besta surge do mar (o Anticristo: líder político e militar global), simulando uma ressurreição ao curar sua ferida mortal. A Segunda Besta surge da terra (o Falso Profeta: líder religioso), com chifres de cordeiro e voz de dragão. Ele obriga o mundo a adorar a Primeira Besta, instituindo um sistema de controle econômico implacável: a Marca da Besta (666) na mão direita ou na testa, sem a qual ninguém poderá comprar ou vender. No capítulo 14, Cristo e os 144 mil (imaculados e fiéis) estão no Monte Sião, e os anjos anunciam a queda da Babilônia e a iminente colheita sangrenta da terra.
As Trombetas (no bloco anterior) foram juízos parciais (1/3). Agora, os Sete Anjos recebem as Sete Taças cheias do furor de Deus, e a destruição é total (100%). Chagas malignas caem sobre os portadores da marca da besta; o mar e os rios viram sangue; o sol queima os homens com fogo; as trevas cobrem o reino da Besta. Ainda assim, eles blasfemam de Deus e não se arrependem. O rio Eufrates seca para abrir caminho aos reis do Oriente. Três espíritos imundos reúnem as nações da terra no monte Megido (Armagedom) para a batalha final contra Deus. O sétimo anjo derrama sua taça no ar e uma grande voz do trono clama:
"E do templo celestial, do trono, saiu uma forte voz que dizia: 'Está feito!' E houve relâmpagos, vozes, trovões, e um grande terremoto, como nunca tinha havido..."
(Apocalipse 16:17-18)
Contexto Histórico e Teológico: Satanás não é criativo; ele é o imitador de Deus. Em Apocalipse 13, vemos a "Trindade Satânica": O Dragão (imitando o Pai), a Besta do mar (imitando o Filho que morre e ressuscita) e a Besta da terra (imitando o Espírito Santo que aponta os homens para adoração e faz sinais de fogo). O número "666" representa o número de homem (falha, incompleto e oposição a Deus), eternamente aquém do 7, que é a perfeição de Deus. As Taças provam teologicamente que Deus é perfeitamente justo: Ele dá "sangue" de beber àqueles que derramaram o sangue dos Seus profetas.
Lição para a Vida: O Apocalipse nos adverte que o Anticristo não virá no início como um monstro feio, mas como um enganador sedutor. Hoje já somos preparados para a "marca" quando vemos o sistema mundial exigindo que os cristãos abram mão das suas convicções morais e bíblicas se quiserem manter seus empregos (comprar e vender), aceitando a cultura pagã. Como você vencerá? Da mesma forma que a Igreja de Apocalipse 12 venceu: confiando cegamente no Sangue de Jesus, pregando a Palavra sem recuar e perdendo o medo da morte!