A vida de Cristo, o início da Igreja e as revelações de redenção.
Chegamos ao ápice da redenção humana. O propósito eterno traçado antes da fundação do mundo converge para o derramamento do sangue do Cordeiro perfeito e culmina no túmulo vazio, o atestado definitivo de que a morte foi engolida pela vitória.
Enquanto Maria O unge profeticamente em Betânia, Judas o negocia por trinta moedas de prata (preço de um escravo no AT). Na celebração da Páscoa, Jesus institui a Ceia do Senhor, transformando o pão e o vinho nos símbolos do Seu corpo partido e do Seu sangue da Nova Aliança, 'derramado para a remissão de pecados'. No Getsêmani, o horror físico e espiritual do cálice da ira de Deus esmaga a alma de Cristo, mas Ele se rende inteiramente: 'Não seja como eu quero, mas como tu queres'. Traído com um beijo, Ele é preso após impedir que Pedro lute com a espada, declarando que poderia chamar doze legiões de anjos, mas escolheu a cruz.
Após julgamentos manipulados e covardes perante o Sinédrio judeu e Pilatos (que lava as mãos, acovardado), Jesus é açoitado, coroado de espinhos e crucificado no Gólgota. Desde a hora sexta até a nona, densas trevas cobrem a terra. É o momento em que o Filho suporta o peso do pecado humano e o abandono judicial do Pai, clamando: 'Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?'. Ao Seu último suspiro, o véu do Templo se rasga de alto a baixo, a terra treme, pedras se fendem, provando que o acesso a Deus está agora definitivamente aberto. Até o centurião romano reconhece: 'Verdadeiramente este era o Filho de Deus'.
A pedra rola não para deixar Jesus sair, mas para que as mulheres vissem que o túmulo estava vazio! O Rei vivo aparece primeiramente às mulheres e depois aos apóstolos na Galileia. No esplendor da ressurreição, Jesus proclama a Grande Comissão, transferindo a missão para a Sua Igreja:
"Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém."
(Mateus 28:18-20)
Contexto Histórico e Teológico: O rasgar do véu do Templo é um dos eventos teológicos mais importantes do Novo Testamento. O véu era uma cortina grossa e pesada que separava o Santo dos Santos (a presença de Deus), alertando que o homem pecador não podia se aproximar. Rasgado "de alto a baixo" (por Deus, não pelo homem), significa que o sistema de sacrifícios de animais acabou. Cristo é o sacrifício final que abriu um caminho vivo e direto para o Pai.
Lição para a Vida: O Evangelho de Mateus termina não com um fim, mas com um poderoso chamado à ação (O "Ide"). A Grande Comissão não é uma sugestão para alguns líderes, é o mandato essencial para toda a Igreja: ir, fazer discípulos, batizar e ensinar. E a garantia divina para suportarmos as pressões desse chamado é a presença constante de Jesus, que prometeu estar conosco todos os dias até o fim dos tempos. Você é um discípulo que faz outros discípulos?