Resumos exegéticos profundos, contexto histórico e ferramentas de estudo.
Esta seção narra a aliança estratégica firmada entre o rei Salomão e Hirão, rei de Tiro, para o fornecimento de madeira de cedro e cipreste do Líbano, a mobilização da mão de obra de Israel e a organização logística monumental para iniciar a construção da Casa do Senhor.
Quando **Hirão, rei de Tiro**, ouve que ungiram a Salomão como rei em lugar de seu pai, envia os seus servos a Salomão, sabendo que Hirão sempre tivera amor por Davi. **Salomão envia uma mensagem a Hirão**, lembrando-lhe que seu pai Davi não pudera edificar uma casa ao nome do Senhor seu Deus por causa das guerras com que os inimigos o cercaram até que o Senhor os pôs debaixo das plantas dos seus pés. Porém, agora o Senhor dera-lhe repouso de todos os lados, sem adversário nem mal algum; por isso, Salomão tencionava edificar uma casa ao nome do Senhor, conforme a promessa que Deus fizera a Davi. Salomão pede então a Hirão que ordene que lhe cortem cedros do Líbano, oferecendo-se para pagar aos servos de Hirão o salário que este determinasse, pois sabiam que entre eles não havia ninguém que soubesse cortar madeira como os sidônios. Ao ouvir as palavras de Salomão, **Hirão regozija-se grandemente e bendiz ao Senhor**, dizendo: "Bendito seja hoje o Senhor, que deu a Davi um filho sábio sobre este tão grande povo". Hirão responde que fará toda a sua vontade acerca da madeira de cedro e de cipreste: os seus servos as trarão do Líbano até ao mar, fazendo-as em jangadas pelo mar até ao lugar que Salomão designasse, para ali desatar as toras. Em troca, Salomão daria mantimento à casa de Hirão, fornecendo vinte mil coros de trigo e vinte coros de azeite puro anualmente. O Senhor dá sabedoria a Salomão como lhe tinha prometido, havendo paz entre Hirão e Salomão, e ambos fazem uma aliança.
O rei Salomão faz uma **levas de trabalhadores de todo o Israel**, subindo a corveia a trinta mil homens. Ele os envia ao Líbano em turnos de dez mil por mês: um mês estavam no Líbano e dois meses em suas casas; Adonirão estava sobre os tributos. Salomão tinha também setenta mil que carregavam cargas e oitenta mil que cortavam pedras nas montanhas, sem contar os três mil e trezentos chefes principais que superintendiam a obra e mandavam no povo que trabalhava. Por ordem real, **extraíram-se pedras grandes e pedras custosas, pedras lavradas**, para lançarem os alicerces da casa. Os construtores de Salomão, os construtores de Hirão e os gablitas retalharam e prepararam a madeira e as pedras para a edificação.
Contexto Histórico e Teológico: A construção do Templo de Jerusalém exigia recursos materiais e tecnológicos que Israel, sendo uma nação predominantemente agrícola, não possuía em abundância. A parceria internacional com Hirão de Tiro (famoso por seus mestres carpinteiros e madeiras nobres do Líbano) demonstra como Deus utiliza a cooperação entre nações e a excelência técnica humana para viabilizar os Seus propósitos sagrados.
Lição para a Vida: Grandes projetos que glorificam a Deus exigem planejamento meticuloso, cooperação, recursos bem administrados e dedicação de esforço coletivo. A excelência no trabalho é uma forma de honrar ao Senhor.