📖 Jornada Bíblica - Velho Testamento

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DIA 172 DE 233
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A Reviravolta de Ester, a Queda de Hamã e a Instituição da Festa do Purim

Livros/Trecho: Ester 5:1 - 10:3

Resumo Exegético

Esta seção narra a ousada e bem-sucedida audiência de Ester perante o rei Assuero, a honra inesperada concedida a Mardoqueu, a desonra e execução de Hamã na forca que ele mesmo havia preparado, a emissão de um contra-decreto salvador para os judeus, e o estabelecimento da festa anual do Purim.

1. O Banquete de Ester e a Humilhação de Hamã (Ester 5:1 - 7:10)

Ao terceiro dia **Ester vestiu as suas vestes reais**, e pôs-se no pátio interior da casa do rei... E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester que estava em pé no pátio, **alcançou graça aos seus olhos**; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro que tinha na sua mão. Então Ester chegou-se, e tocou a ponta do cetro. Disse-lhe o rei: Que é o que tens, rainha Ester? Qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará. E disse Ester: **Se bem pareça ao rei, venha hoje o rei com Hamã ao banquete** que tenho preparado. No banquete, Ester convidou o rei e a Hamã para um segundo banquete no dia seguinte. Hamã, cheio de soberba, mandou erguer uma forca de cinquenta côvados de altura para enforcar Mardoqueu. Porém, naquela mesma noite, **o rei não podia conciliar o sono**, e mandou trazer o livro das crônicas; e achou-se escrito que Mardoqueu denunciara a conspiração. Perguntou o rei: Que honra e dignidade se deu a Mardoqueu por isso? Disseram os servos do rei: Coisa nenhuma se tem feito com ele. Entrando Hamã no pátio exterior, o rei perguntou-lhe: **Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar?** Hamã, pensando consigo que o rei só a ele desejava honrar, sugeriu vesti-com a veste real e conduzi-com cavalo pela praça da cidade. Então o rei disse a Hamã: **Apressa-te, toma a veste e o cavalo, e faze assim para com o judeu Mardoqueu** que está assentado à porta do rei. Hamã teve de cumprir a ordem com profundo amargor. No segundo banquete de Ester, quando o rei lhe perguntou novamente o seu desejo, **a rainha Ester respondeu, dizendo: Se tenho achado graça aos teus olhos, ó rei... dê-se-me a minha vida por petição, e o meu povo por desejo**. Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem. Então o rei Assuero perguntou: Quem é esse, e onde está esse cujo coração se tem atrevido a fazer assim? E disse Ester: **O homem adversário e inimigo é este malvado Hamã**. Então Hamã se atemorizou perante o rei e a rainha. E Harbona, um dos eunucos, disse perante o rei: Eis que também **a forca de cinquenta côvados de altura que Hamã mandou fazer para Mardoqueu**, que falou bem para com o rei, está na casa de Hamã. Então disse o rei: **Enforca-o nela**. Assim enforcaram a Hamã na forca que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se sossegou.

2. O Livramento dos Judeus e a Origem do Purim (Ester 8:1 - 10:3)

No mesmo dia **o rei Assuero deu a casa de Hamã, o inimigo dos judeus, à rainha Ester**; e Mardoqueu apresentou-se perante o rei... Escreveram-se cartas em nome do rei Assuero, e se selaram com o anel do rei, concedendo aos judeus de todas as cidades **que se ajuntassem, e andassem pela sua vida, e destruíssem, e matassem, e aniquilassem a todas as forças do povo e da província** que os quisesses tragar... E os judeus feriram a todos os seus inimigos com ferida de espada, matando e destruindo... Celebravam os dias com banquete e alegria. Por isso **os judeus aldeões... comemoravam o dia décimo quarto do mês de Adar** com alegria e banquetes, e mandando porções uns aos outros. E Mardoqueu escreveu estas coisas, e enviou cartas a todos os judeus que estavam em todas as províncias do rei Assuero... estabelecendo que **estes dias fossem lembrados e celebrados de geração em geração**... E estes dias de **Purim** não seriam revogados entre os judeus, nem a sua memória se consumiria dentre a sua descendência. Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande entre os judeus, e aceite pela multidão de seus irmãos, procurando o bem do seu povo e falando a favor de toda a sua posteridade.

Contexto Histórico e Teológico

Contexto Histórico e Teológico: O desfecho do livro de Ester revela a perfeita inversão dramática operada pela providência divina: a forca construída pelo ódio de Hamã torna-se o instrumento de sua própria execução, e o decreto de extermínio contra os judeus é neutralizado por um contra-decreto de autodefesa e triunfo. A instituição da Festa do Purim até os dias de hoje serve como memorial perpétuo de que Deus transforma o luto em alegria e livra o Seu povo das garras dos opressores.

Aplicação Prática

Lição para a Vida: As armadilhas e conspirações levantadas pelos inimigos contra os servos de Deus frequentemente recaem sobre os seus próprios autores. Podemos confiar com serenidade que a justiça soberana de Deus prevalece e traz vitória aos que Nele esperam.